Olá, pessoal! Aqui é a Juliana. Espero que estejam todas bem!
Eu pratiquei a corrida de rua de 2014 a 2020 e retomei o esporte em 2025, pós maternidade e após a adaptação do meu filho na escola, ele estava com 3 anos na época.
De lá para cá eu percebi uma mudança enorme no comportamento das pessoas com o esporte. Lembro que antigamente os fotógrafos ficavam concentrados nas provas de corrida de rua e hoje encontramos um a cada quilômetro na calçada ou na faixa de areia aqui em Santos, e percebo que o resto do Brasil segue pelo mesmo caminho.
Toda essa contextualização é para contar um insight que uma foto recente minha correndo me trouxe sobre a minha relação com o meu corpo.
A Juliana antes da maternidade tinha muita vergonha de mostrar as imperfeições do corpo dela. Não importava o calor que fizesse durante a corrida, era raríssimo eu correr só de top. Eu sentia muito a pressão da estética por estar um pouco acima do peso ou não ter o corpo “padrão”. Acreditava que era quase uma afronta mostrar para todo mundo os meus “pneuzinhos” chacoalhando enquanto eu corria kkkkk…
Hoje, se você me encontrar correndo na rua, com certeza vou estar de top e bermuda. Se eu estiver de camiseta é porque estou com algum problema kkkkk... E não, eu não conquistei o shape perfeito depois da maternidade. Longe disso, eu era bem mais magra antes. A diferença é que eu sinto muito menos vergonha de expor o meu corpo, mesmo que ele não seja escultural como o de capa de revista.
Passar pelo processo de gestar e carregar uma vida por 9 meses, somado ao parto e a tudo o que vem no pós parto, me trouxe um olhar muito mais gentil comigo mesma. Hoje eu não vejo vergonha, vejo potência em relação ao meu corpo.
